Genética X Saúde


Cada pessoa é única. Algumas tem seu pêndulo mais para o lado da saúde (proteção), enquanto outras para o lado do risco aumentado.

Quando o assunto é sobre genética, existem fatores negativos e positivos, e o conjunto desses fatores irão formar e influenciar o ser que somo. Herdamos genes que predispões a doenças, mas também a genes que podem estar associadas a maior longevidade, a melhor saúde metabólica, a resiliência; enfim, precisamos entender que existem esses dois processos no nosso genoma.

Portanto, não existem somente as variantes genéticas de risco, mas também as de proteção. Sendo assim, cada pessoa é única, tendo algumas com seu pêndulo mais para o lado da saúde (proteção), enquanto outras para o lado do risco aumentado.

Apesar da sua saúde sofrer influência da sua genética, de forma alguma podemos afirmar que a genética é um destino final. Muito pelo contrário, a grande maioria das doenças e os transtornos mentais são poligênicos, ou seja, existem mais de um gene envolvido no seu processo. Da mesma forma, cada um de nós carrega em nosso genoma predisposições de risco, mas também de proteção. Além disso, sabemos que tirando as doenças monogênicas, todas as outras é uma combinação de variantes genéticas de risco + exposição a riscos intrauterinos + exposição ambiental de risco (traumas, estilo de vida, hábitos, toxinas) e tudo isso associado com o tempo. Ou seja, nossa saúde não é determinada única e exclusivamente pela nossa genética. Portanto, sim é possível manejarmos nosso pêndulo atuando nos fatores não genéticos, ou seja, fatores ambientais e epigenéticos.

Hoje sabemos que a vida intrauterina é fundamental, (o cuidado das mães com os futuros bebês), pois esse momento acaba influenciando esse pêndulo no futuro. Mas sempre temos que ter em mente a exposição ambiental. Portanto, uma excelente forma de modular seu pêndulo é através do ambiente, do estilo de vida/hábitos, psicoterapia, nutrição; ou seja, atacando todo os fatores de risco envolvidos no metabolismo e na saúde de cada órgão, incluindo o cérebro. E assim, melhorando a fisiologia de todo o organismo.

Referência:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22980044

  • Livro Outlive

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