Você costuma adiar, postergar, atrasar ou ficar enrolando algo que precisa ser feito?


Se você é daquelas pessoas que costuma deixar para fazer suas tarefas tudo de última hora, e em algumas situações acaba até mesmo perdendo o prazo/ tempo limite? Então esse artigo é para você!

Após a revolução industrial a procrastinação prevaleceu, o novo ser urbano procrastina mais do que o antigo ser agrícola, pois este não podia se dar ao luxo de ignorar a mãe natureza. Mas, como a dominamos em vários aspectos, fomos brindados com a possibilidade de postergar nossos planos.

Existe uma grande diferença entre procrastinação e ócio criativo. O ócio criativo é um tempo crucial para o afastamento, o lazer, o questionamento, a ponderação e o preparo. Ele permite que a criatividade aconteça. Portanto se você quer se tornar líder de si mesmo, inspirar pessoas, reduzir sua procrastinação e aumentar sua performance, saiba que descansar é fundamental para seu corpo e para seu cérebro. Infelizmente o mundo que criamos e a cultura em que estamos imersos dificulta cada vez mais.

Trabalhamos o tempo todo, sem dormir, comer e relaxar devidamente, o que aumenta o cansaço e as chances de o corpo procrastinar por falta de energia.

Cuidado com a crença que deixar tudo para última hora faz bem para a performance. Fazer as coisas nos 45 do segundo tempo aumenta as chances de alguma coisa errada, incompleta ou mal feito passar despercebida. Sem contar que os dados mostram que a procrastinação gera estresse, mais ansiedade e até depressão.

O que nos faz procrastinar?

Primeiramente não somos neurobiologicamente muito bons em programar o nosso tempo, o que acaba afetando a tomada de decisão. Na teoria evolucionista, nossos antepassados precisavam ficar mais atentos as demandas de curto prazo (alimentar, hidratar, abrigo, procriar, segurança), com o advento da revolução agrícola ele começou a ter que se planejar um pouco mais no médio e longo prazo. E com a revolução industrial mais ainda, como vimos logo acima.

Mas o vilão da procrastinação são as tarefas aversivas e tudo que é difícil. Ou seja, quanto mais repulsa lhe causar uma atividade, maior a tendência em procrastinar. Isso tem uma relação direta com a motivação temporal: tarefas aversivas não nos causam um forte desejo, vontade e motivação para realizá-las, e quanto maior o prazo, maior a chance de procrastinar ainda mais.

Como reduzir a procrastinação?

  1. Torne-se consciente do presente: invista em atividades que aumentam sua concentração, se auto eduque para treinar seu foco atencional de forma consciente para o aqui-agora.
  2. Micropassos: pensa na tarefa que está procrastinando como uma guerra. Divida em pequenas batalhas organizando-as em atividades menores e dê os micropassos na direção dessas pequenas tarefas.
  3. Recompense a si mesmo cada vitória: focar nos objetivos, metas e recompensas de médio e curto prazo é de extrema importância para construir uma vida feliz, porém como não somos de ferro, se dê uma recompensa depois de cada vitória, o que inclui descanso e ócio criativo. Cuidado com as recompensas como alimento, compras e substâncias.

Referências:

– Livro: Eu controlo como me sinto.

– Genetic Relations Among Procrastination, Impulsivity, and Goal-Management Ability: Implications for the Evolutionary Origin of Procrastination.

– Procrastination, Distress and Life Satisfaction across the Age Range – A German Representative Community Study.

– The nature of procrastination: a meta-analytic and theoretical review of quintessential self-regulatory failure


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